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"Matrículas abertas para o segundo semestre de 2018"

20.2.16

DE VOLTA À TEOLOGIA BÍBLICA



Marcos Machado*
Pastor batista

Romper com um passado que foi, muita vez, de realizações e vitórias com as bênçãos de Deus não é uma atitude que se toma a qualquer tempo. O passado da denominação batista, e por extensão, de outras tantas denominações sérias, foi coroado de muitas boas intenções e realizações, baseadas na bendita Palavra de Deus.
Infelizmente criou-se uma estrutura humana ao lado do Reino. A estas estruturas denomino hoje de: MONSTRO AUTOFÁGICO DE SETE CABEÇAS.  Parece uma designação difícil, porém expressa não um passado glorioso, mas uma realidade cruel que se tornou. É um monstro porque não conseguimos mais controlá-lo. É autofágico porque estão destruindo tudo o que de bom foi construído ao longo dos anos e dos séculos. As sete cabeças são as diversas manifestações deste monstro através de juntas, escritórios, personalidades, instituições, organizações, etc. Ama-se muito este monstro ainda hoje. Muito mais do que a igreja local, o Reino e o próprio Senhor do Reino. Muitos substituem o Reino e o Corpo de Cristo, para servir a estas estruturas falidas.
Deixo uma pergunta: Se este monstro, ou, qualquer uma de suas cabeças, desaparecer, que falta fará para sua igreja local?
Minha resposta: Nenhuma. Não faz nenhuma falta mais. Não faz mais nenhum sentido. E parafraseando um pastor: “está atrapalhando”, e muito, “as igrejas”. Estamos queimando preciosos recursos, humanos e materiais, para alimentar orgulhos pessoais de alguns que, nem certeza de sua salvação têm.
Assim como Cristo escreveu à igreja de Éfeso, é preciso “voltar ao primeiro amor”, é preciso “praticar as primeiras obras”. Há muito que aprender com atitudes e experiências do passado e é isto que estamos perseguindo. Voltando ao que já deu certo. Voltando às verdadeiras práticas cristãs. Voltando à teologia bíblica. Voltando ao primeiro amor.
A igreja inventou a terceirização! Terceirizamos a evangelização do próximo criando juntas e outras estruturas e transferindo a responsabilidade para um missionário, pagando uma “merreca”, com ofertas eventuais e nos enganando dizendo que estamos fazendo missões. Queremos bons obreiros, mas transferimos a responsabilidade para os seminários enviando, muita vez, pessoas mal formadas no seu caráter, desejando que voltem transformadas e transformadoras. Terceirizamos a ação social cristã, terceirizamos a responsabilidade de testemunhar para o pastor e os líderes, ... terceirizamos. E nos acomodamos!
Hoje um seminário funciona melhor se estiver atrelado a uma igreja local. Próximo a quem envia e trabalhando junto a quem verdadeiramente trabalha, o aprendizado é muito mais eficaz. Discipulado, mentoria e capacitação!
A base de tudo? A bendita Palavra de Deus. A Bíblia, tão desprezada e mal interpretada nestes últimos tempos!
Queremos e carecemos, urgentemente, de homens e mulheres da Palavra.

É o suficiente!
* Pr. Marcos Machado  é atualmente o diretor geral do STBNM.

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